terça-feira, 30 de junho de 2015

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Amor de pai, de filho, de clube

*Torcer é
Não sei como chama o menino. Não sei quem é o pai. Mas conheço os dois e outros milhões desde que frequento estádios.

O pai foi filho da fila. Chamou de filho de tudo muitos que desgraçaram em 16 anos sem títulos. Muitos que pouca graça deram nos últimos 16 anos de poucas conquistas e muitas quedas.

A emoção do pai vendo quatro gols no Allianz Parque contra o rival que leva vantagem histórica no Choque-Rei é a de todo pai que teme que o filho desvirtue. Va pelo mau caminho. Tenha outro gosto. O maior desgosto de um pai de qualquer time.

O filho pode ser tudo. Desde que do nosso time.

Não conheço o pai. Mas sei que a missão dele já está completa. Esse menino não sabe quem é Leandro Pereira, mas o acha Evair desde ontem. Não sabe como se escreve Victor Ramos, mas tem certeza que se soletra Luís Pereira. Rafael Marques é Edmundo pra ele. Cristaldo é o Fedato deste século. Egídio é mezzo Roberto Carlos, mezzo Jair Rosa Pinto.

Coisa de criança. Coisa da criança mais feliz da foto. A que está chorando, à direita.

Aquela que sabe que no domingo ajudou a realizar o maior sonho do menino mais velho da foto: o de ter um filho palmeirense.

Frase e foto que valem para qualquer torcedor de qualquer clube em qualquer tempo. O elo pai e filho, neto, pai e filho, bisneto, neto, pai e filho, passa demais pela defesa que ninguém passa. Pelo amado clube brasileiro. Pelo campeão dos campeões. Pelo Santos sempre Santos. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Pelo tricolor de coração. Pelo campeão desde 1910. Pelo nome de um heroico português. Pelo Grêmio onde o Grêmio estiver. Pela glória do desporto nacional. Pelos que jogam com muita raça e amor. Pelo grande clube na cidade.

Por todas as paixões que não precisam de letras. Apenas desse sentimento que é mais importante que o teste do pezinho. É o pé-quente no estádio. É a mão firme para segurar nas derrotas. É a cabeça quente para ser encostada no peito e explicar que nem sempre se vence. Mas se vence sempre quando se tem um amor como o de pai para filho. De filho para pai. De clube para clube.

*Texto escrito por Mauro Beting, em seu blog, no Lance!Net: http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2015/06/29/torcer-e/


Não gosto de retirar matérias de outros sites/blogs e pôr aqui no Futeboliza. Mesmo que, óbvio, pondo os créditos. Não gosto, pois cada um tem seu modo, seu estilo, seu gosto na hora de escrever e, consequentemente, seu site/blog tem esse estilo. Mas resolvi abrir uma exceção desta vez. Resolvi, porque esta crônica escrita pelo Mauro Beting, no blog dele, no Lance!Net, diz tanto, que nem sei explicar o tanto que significa. Amor de pai pra filho, de pai pra filho pra clube. É mágico. É inexplicável. Apenas se sente.

Os pais, por vezes, deixam de levar seus filhos para o estádio por medo, por insegurança... e estão certos. Infelizmente. Triste, mas é a realidade. Talvez por isso cenas como a relatada por Mauro, marcam e emocionam tanto. Ver a emoção de um pai, de um filho, comemorando um gol, a vitória do clube amado por ambos, mesmo que, um deles ainda mal saiba o que é isso. Mas saberá. Aprenderá, pois tem um mestre ao seu lado todos os dias. 

O futebol seria ainda mais espetacular se cenas como essa fossem rotineiras. Quem sabe um dia...



 Abraços e até a próxima.





domingo, 28 de junho de 2015

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A vida é uma comédia #10

Quando Dunga era apenas um dos Sete Anões...
Quem nunca ouviu falar da 'Branca de Neve e os Sete Anões'?! Quem nunca ouviu falar de 'Dunga', um dos Sete?! Pois é, felizes éramos nós quando este era o único Dunga que conhecíamos... Este Dunga atual, o técnico, não é anão, mas 'não' chegaremos a lugar nenhum com ele no comando da seleção. Ou até chegaremos, em mais um vexame, quem sabe. Se bem que mais feio que aqueles 7 x 1, só encoxar a mãe no tanque. O que vimos hoje, na Copa América toda para ser bem sincero, nem se o anão fosse o treinador acho que iríamos tão mal. O treineiro sai com cada uma... Contra a Venezuela, país que até hoje não sabe qual é o gosto de disputar uma Copa do Mundo, ele põe quatro zagueiros jogar, QUATRO. E acho que só não botou mais porque "só" tinha quatro no elenco. Só lembrando: o jogo foi contra a Venezuela. Eu fico aqui pensando... se fosse contra a Alemanha (Deus me livre) ele jogaria como? Será que pediria pro técnico adversário: "ei amigo, é, você mesmo comedor de meleca, será que não tem um zagueirão pra me emprestar aí, não? Menos aquele tal de Boateng. Me contaram que ele saiu torto de um jogo aí." Será que falta uma Branca de Neve na vida dele? Ou será um príncipe? Mas independente de quem seja, só peço que ele "cresça" (não poderia perder esse trocadilho tosco) como técnico. E que os atRetas aprendam a cobrar pênaltis. Amém. Pra encerrar: Que fase do futebol brasileiro. Que fase...

Mercadão da bola... murcha.
Já dizia o Falamansa: [...]tá me esperando na janela ai ai, não sei se vou me segurar. Ninguém nunca definiu tão bem a janela de transferências do futebol quanto esses caras. Um salva de palmas pra eles. Como dito, a janela está "abrida". Dirigentes durante 30 dias correrão mais que o Maikon Leite. Só que ao contrário do atacante, que se corre não pensa e se pensa não corre, eles terão que fazer as duas coisas ao mesmo tempo, ou ficarão mais para trás que o Vasco. Por falar em Vasco, o Eupobre, presidente do clube, já anunciou uma contratação. Trata-se do meia André, no diminutivo. O jogador estava no futebol chinês, Os rivais cariocaX também andaram pulando a janela, ou melhor, usando a janela. O Fla trouxe Ermessô e Guerrero, aquele jogador que havia dito que "no Brasil, só jogo no Corinthians. Não tem jeito de jogar por outro time." Mas pelo jeito, ele deu um jeitinho Peruano. Em São Paulo é um entra e sai nessa janela que a mesma mais parece uma porta de banheiro público. O Palmeiras segue montando seu "Barcos" de contratações. O barco já tá tão grande que me perdi no número de reforços já. Lucas Barrios creio que seja o 57º no ano. Se bem que, visto o time do ano passado, 57 ainda é pouco... O Corinthians também montou um barco. Mas de saídas. Com isso, o clube busca peças para fazer a substituição do barco antigo. Entendeu? Espero que sim, porque eu não. O São Paulo de São Paulo também perdeu atletas, e assim com o rival alvinegro, busca novos jogadores para a reposição. Já em Pernambuco, o Xpó se reforçou com Marlone, que estava no Fluminense. Em SC, a Chapecoense anunciou Cléber Santana por empréstimo até o fim do ano. O Verdão do Oeste ainda tem interesse em outros atletas, como Leandro Banana, atualmente no Palmeiras. Resta apenas saber se essa Banana ainda é comestível. Calma, não me entenda mal. Foi no bom sentido da coisa. Em MG e GO a coisa tá mais parada que xadrez de idoso. Enquanto que no RS, clubes internacionais estão interessados em tirar Nilmar do Internacional para ele jogar no internacional. Já o Grêmio trouxe um técnico para substituir o cara dos 7 x 1. E por enquanto vem dando certo. E jogadores, uma dica: quando alguém bater na janela do teu quarto, talvez não seja o sol, como diz aquela letra do Legião Urbana, mas sim alguém para te levar. Andam dizendo que essas pessoas que tentam lhe levar, inclusive, usam métodos para seduzir. Então não se espante se ouvir uma "serenata" do Luan Santana: "Abre a janela meu amor, abre a janela. Abre a janela, venha me ver aqui. É homem apaixonado que não consegue dormir." Às vezes, isso é só um método de sedução. Fica a dica.  


Semana que vem tem mais. E lembre-se, esta é uma matéria voltada para o humor (embora não tenha). Não é feita para desmerecer ou ofender seu clube de coração e nem qualquer pessoa e instituição citada.



 Foto: (A Magia da Disney. http://amagiadadisney.blogs.sapo.pt/pinta-os-sete-anoes-35586)

Abraços e até a próxima.